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Briga de Marido e Mulher
Disse o Marido: Tu nasceste mulher para ser puta, E puta da ralé não é assim, Velha, não vês que já chegaste ao fim? Por que não deixas esta insana luta, Esta carcaça velha e corrupta, Embucada de lama e de carmim? Bem demonstra que és a prostituta Que o lupanar expulsou por ser ruim, Dar-te-ei um conselho, não te ofendas Nesta idade em que muitas fazem rendas, E que o povo as despreza e não as quer, Se não serves para a filha de Maria, Procuras engomar para outra mulher...
E a Mulher: Tu disseste que nasci para ser puta, Desdenhaste de minha pouca sorte, Pois Zuza, serei puta até a morte, Mas um macho qual tu não me desfruta, E que entre as pernas Deus me deu gruta, Fenda, talhe, lasca ou corte, Para um macho viril esbelto e forte, Que preze esta mulher que chamaste corrupta, Serei puta, meretriz, fubana, Levarei até o fim o meu destino cru, Vendendo a minha pobre carne humana, Menos a um macho escroto como tu, Fresco, impotente, sem tesão, sacana, Que vive dando a todo mundo o cu...
(Autor anônimo)
Esse poema foi atribuído ao poeta cearense Quintino Cunha, entretanto o seu único filho e herdeiro intelectual Plautus Cunha, nega veementemente.
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